Não sonhe com crescimento, se sua marca no celular for só um sonho

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69,8% da população brasileira com mais de 10 anos tem acesso a internet – conforme dados no suplemento Tecnologias da Informação e Comunicação da Pnad Contínua. Desses, 97% acessam pelo celular, enquanto os acessos pelo computador caíram para 56,6%. A mesma pesquisa mostrou que no último ano 835 mil casas deixaram de ter um computador.

Tendo feito esse cenário, agora dá pra entender um pouco melhor a piada que ouço quando vejo empresas querendo “fórmulas mágicas” para o crescimento, enquanto continuam avaliando todos os trabalhos e estratégias no computador.

A matemática é simples. Se você fez a melhor estratégia do mundo no computador, você atingiu, no máximo, pouco mais de 50% do público. Se até o presente momento você não havia entendido a urgência e necessidade de respirar celular no seu negócio, talvez com esse números tão agressivos você entenda.

Seu site funciona no celular? Mas você viu só no seu? Quais são os dados de acesso? Outro erro muito comum: quase todos os gestores tem iPhones e quando fazem os testes de campanhas ou sites, fazem nos seus aparelhos. Porém, 90% do mercado é de Androids. Logo, é fundamental ver números. Números de tráfego por aparelho, tamanho de tela e navegadores – sim, são todas essas variáveis que os celulares trouxeram de volta.

Isso tem impacto em SEO também – otimização em ferramentas de buscas. Tem impacto nas estratégias de conteúdos e arquitetura da informação. Afinal, o usuário está muito mais focado quando faz acesso pelo celular, mas também está mais impaciente – culpa da dificuldade de zapiar conteúdos no celular – bem diferente das dezenas de abas no desktop.

Outras variáveis:

  • Seu site consome muita bateria do usuário?
  • No primeiro carregamento tem sua venda principal?
  • Falar de acesso pelo celular, é pensar em acessos 2G, 3G e 4G, logo, quanto tempo leva para seu site carregar?
  • Possui integração com outras redes sociais (no celular, principalmente)?
  • Qual a taxa de rejeição dos celulares – organizados por Sistema Operacional e resolução de tela?
  • Qual o tempo de permanência no comparativo por dispositivo?
  • Você faz captura de clientes quando o acesso é pelo celular?

Essa reflexão não é para ser feita no futuro. Achou impactante esses números? Sint muito, eles são de 2017. Se você não está preparado para todas essas reflexões, sua estratégia não chegou em 2017 e você queria sonhar com crescimentos concretos? Você precisa primeiro chegar no presente.

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